{"id":1088,"date":"2022-03-04T18:02:35","date_gmt":"2022-03-04T21:02:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unitarismobiblico.com\/w\/?p=1088"},"modified":"2022-03-21T18:56:17","modified_gmt":"2022-03-21T21:56:17","slug":"jesus-ser-invocado-faz-dele-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.unitarismobiblico.com\/w\/2022\/03\/04\/jesus-ser-invocado-faz-dele-deus\/","title":{"rendered":"Jesus ser invocado faz dele Deus?"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">JESUS SER INVOCADO FAZ DELE DEUS?<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">A palavra \u201cinvocar\u201d tem sido tomada como um termo t\u00e9cnico aplic\u00e1vel apenas \u00e0 Deidade e, por isso, alguns sugerem que pelo fato de haver uns poucos versos onde a palavra est\u00e1 relacionada com Jesus que ele, necessariamente, seria Deus. Mas, os exemplos do NT n\u00e3o sugerem que Jesus s\u00f3 foi invocado porque seria, ele mesmo, o pr\u00f3prio Alt\u00edssimo Deus.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">Os que usam essa ideia partem de uma premissa equivocada e erram a conclus\u00e3o por isso. O pr\u00f3prio texto sugerido de 1 Co. 1.2 tem, para o fim cristote\u00edsta, a palavra \u201cinvocar\u201d isolada totalmente do seu contexto, a partir de onde se faz uma sugest\u00e3o de uma ideia que n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1. Na verdade, esse mesmo verso, se lido com todas as palavras do texto, nega essa pretens\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">No verso 1 do cap.1, ler-se que Paulo \u00e9 \u201c<i>ap\u00f3stolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus<\/i>\u201d. O verso 2, inicia \u201c<i>\u00c0 igreja de Deus que est\u00e1 em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus<\/i>\u201d. \u00c9 muit\u00edssimo evidente que, de forma cristalina, o escritor da ep\u00edstola distingue ambos, e os distingue n\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o de filia\u00e7\u00e3o (como talvez poderia requerer algum trinit\u00e1rio: Pai e Filho), mas na rela\u00e7\u00e3o de identidades; um \u00e9 Deus e outro \u00e9 o ungido Jesus. Assim, parece muito for\u00e7ado sugerir que a realidade expressa da distin\u00e7\u00e3o de naturezas, j\u00e1 que somente um \u00e9 identificado como sendo Deus, possa ser sobreposta por causa do uso da palavra \u201cinvocar\u201d. Seria negar o que est\u00e1 dito claramente por uma imposi\u00e7\u00e3o da vontade trinit\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">Outro exemplo pode ser observado em At. 7.59 onde Est\u00eav\u00e3o invoca Jesus. Ser\u00e1 que isso indica que o Escritor Sagrado entendeu Jesus como Deus por causa dessa \u201cinvoca\u00e7\u00e3o\u201d? N\u00e3o. N\u00e3o entendeu. Mais uma vez o contexto desmente a proposta de estabelecer uma identidade de Jesus como sendo o pr\u00f3prio Deus. O verso 55 diz que Estev\u00e3o viu a Jesus \u00e0 direita de Deus, portanto, novamente, o pr\u00f3prio relato b\u00edblico n\u00e3o confirma a Jesus como Deus, pelo contr\u00e1rio, faz not\u00e1vel distin\u00e7\u00e3o. Lembrando que ali n\u00e3o diz \u201c\u00e0 direita do Pai\u201d (como se estivesse falando de uma suposta distin\u00e7\u00e3o hipost\u00e1tica), mas \u00e0 direita de Deus (o ser de Deus). N\u00e3o parece ser de bom alvitre intercambiar ou substituir subconscientemente, ou conscientemente, de forma bem \u201cconveniente\u201d, os voc\u00e1bulos \u201cDeus\u201d por \u201cPai\u201d para diminuir o contraste do que est\u00e1 dito. Ali h\u00e1 n\u00edtida distin\u00e7\u00e3o onde Deus \u00e9 um e Jesus \u00e9 outro. \u00c9 de tal forma que Estev\u00e3o reconheceu a Jesus no verso 55 como o \u201cFilho do Homem\u201d, logo sem qualquer insinua\u00e7\u00e3o de que ele o estivesse reconhecendo textualmente como Deus. Vale insistir, e chamar a aten\u00e7\u00e3o, que essas s\u00e3o afirma\u00e7\u00f5es que n\u00e3o nos permitem concluir que Jesus foi reconhecido como sendo Deus pelo m\u00e1rtir Estev\u00e3o. Sugerir que a palavra \u201cinvocar\u201d muda isso seria negar o que est\u00e1 afirmado, em termos de identifica\u00e7\u00e3o distintiva entre Deus e Jesus, para fazer uso de uma ideia subjetiva que n\u00e3o est\u00e1 no texto.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">O que percebemos com isso? Percebemos que o trinitarismo (tamb\u00e9m o unicismo) desprezou a pr\u00f3pria l\u00f3gica e a espiritualidade dos relatos para adotar uma interpreta\u00e7\u00e3o do que significa \u201cinvocar\u201d, que n\u00e3o \u00e9 confirmada no contexto. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">Ora, n\u00e3o h\u00e1 problema algum que Est\u00eav\u00e3o pe\u00e7a a Jesus, em invoca\u00e7\u00e3o, que receba seu esp\u00edrito, considerando que est\u00e1 escrito que Deus subordinou todas as coisas ao Filho (I Co. 15.25-27) e lhe deu todas as coisas (Jo. 13.13). Ser\u00e1 que a vida de Est\u00eav\u00e3o, diante dessas afirma\u00e7\u00f5es, n\u00e3o estava sob a reg\u00eancia de Cristo? Ser\u00e1 que Jesus precisava for\u00e7osamente ser Deus ou, simplesmente, lhe bastava ser o homem designado por Deus ? (At 17:31 \u201c<i>Porquanto tem determinado um dia em que com justi\u00e7a <\/i><i><b>h\u00e1 de julgar o mundo, por meio do homem que destinou<\/b><\/i><i>; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.\u201d). <\/i>Em vez de reconhecer o fato de que receber invoca\u00e7\u00e3o \u00e9 uma prerrogativa dada a Cristo por Deus, est\u00e3o querendo fazer de Jesus o pr\u00f3prio Deus, algo que n\u00e3o \u00e9 nem confirmado, nem afirmado no texto.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">N\u00e3o se faz necess\u00e1rio para o entendimento b\u00edblico criar uma dificuldade e depois artificializar uma solu\u00e7\u00e3o trinit\u00e1ria. <u>O termo \u201cinvocar\u201d n\u00e3o estabelece identidade de ningu\u00e9m<\/u>. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">Por que o requerimento do termo \u201cinvocar\u201d, como um termo t\u00e9cnico para impor deidade a Jesus, p\u00f5e o trinitarismo fora da realidade b\u00edblica e fora da natureza hist\u00f3rica da B\u00edblia? Ora, al\u00e9m do fato objetivo da pr\u00f3pria distin\u00e7\u00e3o que as Escrituras fazem entre Deus e Jesus, como o pr\u00f3prio Est\u00eav\u00e3o fez antes de entregar o seu esp\u00edrito a Cristo, bem como Paulo distinguiu Deus e Jesus, no contexto do requerido verso 2 da primeira carta aos Cor\u00edntios, h\u00e1 o inapel\u00e1vel fato de que o termo \u201cinvocar\u201d aplicado a Jesus em alguns vers\u00edculos, at\u00e9 mesmo de forma p\u00fablica (como est\u00e1 escrito \u201c<i><b>em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo<\/b><\/i>\u201d), n\u00e3o foi motivo de um \u00fanico judeu sequer, e dentre eles os fariseus (<u>do grupo capaz de olhar as m\u00e3os sujas dos disc\u00edpulos \u00e0s refei\u00e7\u00f5es, Mc. 7.2<\/u>), das diversas regi\u00f5es onde eventualmente tenha ocorrido uma invoca\u00e7\u00e3o a Cristo, apresentar uma \u00f3bvia acusa\u00e7\u00e3o de idolatria. Os disc\u00edpulos seriam os id\u00f3latras e Jesus o objeto de culto. Novamente, nenhuma acusa\u00e7\u00e3o foi feita aos ap\u00f3stolos ou aos disc\u00edpulos nem a igreja de idolatria. E foi de tal forma que a aus\u00eancia da ideia de uma acusa\u00e7\u00e3o t\u00e3o elementar que seria, considerando o suposto reconhecimento p\u00fablico de deidade a Jesus, por causa das invoca\u00e7\u00f5es, levaram os judeus a pagar pessoas para acusar os disc\u00edpulos de alguma transgress\u00e3o: \u201c<i>Ent\u00e3o subornaram uns homens, para que dissessem: Ouvimos-lhe proferir palavras blasfemas contra Mois\u00e9s e contra Deus<\/i>\u201d (At. 6.11). Ora, se \u201cinvocar\u201d \u00e9 reconhecer Jesus como Deus, ent\u00e3o, por que precisaram pagar a algu\u00e9m para levantar falso testemunho de transgress\u00e3o contra os disc\u00edpulos?<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">O verbo \u1f10\u03c0\u03b9\u03ba\u03b1\u03bb\u03ad\u03c9 n\u00e3o \u00e9 um verbo determinador de \u201cdivindades\u201d como quer que acreditemos a linha trinit\u00e1ria. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">Ao invocar a C\u00e9sar em At. 25.11, certamente Paulo n\u00e3o usou o verbo epikal\u00f4 abonando ou achando que C\u00e9sar fosse \u201cDeus\u201d ou o reconhecendo como alguma \u201cdivindade\u201d (Paulo n\u00e3o era id\u00f3latra), apenas desejou ser julgado por C\u00e9sar em sua presen\u00e7a. Como a B\u00edblia ou o Novo Testamento n\u00e3o \u00e9 um livro de invoca\u00e7\u00f5es a C\u00e9sar, mas a Deus e a Cristo, da\u00ed decorre que n\u00e3o \u00e9 de se esperar a mesma quantidade de ocorr\u00eancias, <u>ainda que existam<\/u>, aplicadas a C\u00e9sar ou a quaisquer outros. <\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">O meio de identifica\u00e7\u00e3o dos envolvidos n\u00e3o est\u00e1 na aplica\u00e7\u00e3o do epikal\u00f4 (invocar), mas nos pr\u00f3prios indiv\u00edduos.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">Em Is. 55.5, o mesmo verbo que est\u00e1 sendo requerido \u00e9 usado, no hebraico do Antigo Testamento, \u201c<\/span><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\"><span lang=\"hi-IN\">\u05ea\u05b4\u05bc\u05e7\u05b0\u05e8\u05b8\u0594\u05d0\u201d <\/span><\/span><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">[tiq-r\u0101,] (composi\u00e7\u00e3o do verbo <\/span><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\"><span lang=\"hi-IN\">\u05e7\u05b8\u05e8\u05b8\u05d0 <\/span><\/span><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">[kaw-raw&#8217;]) ou no grego koin\u00e9 (LXX e NT) o \u201c\u1f10\u03c0\u03b9\u03ba\u03b1\u03bb\u1f73\u03c3\u03bf\u03bd\u03c4\u03b1\u1f77\u201d [epikal\u00e9sontai] (composi\u00e7\u00e3o do verbo \u1f10\u03c0\u03b9\u03ba\u03b1\u03bb\u03ad\u03c9 [epikal\u00e9\u00f4], com uma conjuga\u00e7\u00e3o, inclusive, que \u00e9 encontrada tamb\u00e9m em Rm. 10.14, TR), quando diz que o povo de Israel invocaria\/clamaria <b>a uma na\u00e7\u00e3o<\/b> que n\u00e3o os conhecia, mas que por benevol\u00eancia de Deus, seriam atendidos. Ou seja, se invocaria\/clamaria a um intermedi\u00e1rio (uma na\u00e7\u00e3o) da ben\u00e7\u00e3o de Deus. Isso n\u00e3o transformou aquela na\u00e7\u00e3o no pr\u00f3prio Deus por ser invocada. No Antigo Testamento, por exemplo, tem-se \u201cinvoca\u00e7\u00e3o\u201d a L\u00f3 em Gn. 19.5 \u201c<\/span><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\"><span lang=\"hi-IN\">\u05d5\u05b7\u05d9\u05bc\u05b4\u05e7\u05b0\u05e8\u05b0\u05d0\u05d5\u05bc \u05d0\u05b6\u05dc\u05be\u05dc\u05b9\u05d5\u05d8\u201d<\/span><\/span><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">, \u201cinvoca\u00e7\u00e3o\u201d de bimeleque a Abra\u00e3o \u201c<\/span><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\"><span lang=\"hi-IN\">\u05d5\u05b7\u05d9\u05bc\u05b4\u05e7\u05b0\u05e8\u05b8\u05d0 \u05d0\u05b2\u05d1\u05b4\u05d9\u05de\u05b6\u05dc\u05b6\u05da\u05b0 \u05dc\u05b0\u05d0\u05b7\u05d1\u05b0\u05e8\u05b8\u05d4\u05b8\u05dd\u201d <\/span><\/span><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">e etc. Assim, como j\u00e1 mostramos, \u201cinvocar\u201d n\u00e3o \u00e9 um termo t\u00e9cnico ou exclusivo da Deidade.<\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\">Com rela\u00e7\u00e3o a Jesus e o momento da invoca\u00e7\u00e3o, ou seja, se ele estava em carne ou em esp\u00edrito, como atualmente est\u00e1, isso n\u00e3o \u00e9 obst\u00e1culo a nada, porque \u00e9 segundo a vontade de Deus que ele subjuga todas as coisas.<b> Quem v\u00ea problema a\u00ed \u00e9 o trinitarismo para criar uma dificuldade que as Escrituras n\u00e3o apresentam. E a solu\u00e7\u00e3o da dificuldade, por eles mesmos criada, \u00e9 transformar Jesus no pr\u00f3prio Deus.<\/b><\/span><\/p>\n<p align=\"justify\"><span style=\"font-family: FreeSerif, serif;\"><u>Diante do exposto n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para considerar a Jesus como Deus porque ele, ou seu nome, pode ser invocado.<\/u><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>JESUS SER INVOCADO FAZ DELE DEUS? A palavra \u201cinvocar\u201d tem sido tomada como um termo t\u00e9cnico aplic\u00e1vel apenas \u00e0 Deidade e, por isso, alguns sugerem que pelo fato de haver uns poucos versos onde a palavra est\u00e1 relacionada com Jesus que ele, necessariamente, seria Deus. 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