{"id":354,"date":"2010-05-16T17:33:03","date_gmt":"2010-05-16T20:33:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.unitarismobiblico.com\/1\/?p=354"},"modified":"2010-05-16T17:33:03","modified_gmt":"2010-05-16T20:33:03","slug":"filho-de-deus-nao-deus-filho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.unitarismobiblico.com\/w\/2010\/05\/16\/filho-de-deus-nao-deus-filho\/","title":{"rendered":"Filho de Deus, n\u00e3o \u201cDeus Filho\u201d"},"content":{"rendered":"<p>S\u00e3o mais de 40 ocorr\u00eancias da express\u00e3o \u201cFilho de Deus\u201d no texto do Novo Testamento, mas \u201cDeus Filho\u201d ou mesmo \u201cDeus, o Filho\u201d n\u00e3o h\u00e1 uma sequer.<\/p>\n<p>Alguns interpretam que a express\u00e3o \u201cFilho de Deus\u201d \u00e9 uma prova, por si s\u00f3, de que Jesus \u00e9 Deus, mas \u00e9 justamente por essa express\u00e3o que vemos que ele n\u00e3o \u00e9. Ele \u00e9 Filho! Para alguns \u201cFilho de Deus\u201d = \u201cDeus\u201d. Como a contextualiza\u00e7\u00e3o b\u00edblica \u00e9 quase sempre ignorada por quem acha que \u201cFilho de Deus\u201d signifique \u201cDeus\u201d ou \u201cDeus Filho\u201d, dever\u00edamos meditar no seguinte: Se a express\u00e3o \u201cFilho de Deus\u201d atribu\u00edsse automaticamente igualdade com a Deidade seria extremamente estranho um homem, judeu, ao ser apresentado a um Rabino que o notou debaixo de uma figueira j\u00e1, de imediato, lhe dissesse: \u201cvoc\u00ea \u00e9 o Deus Eterno, Supremo Soberano do Universo\u201d. Pois bem, se as express\u00f5es fossem equivalentes isso teria acontecido com Natanael, pois ele disse em Jo\u00e3o 1:49: \u201c<em>Rabi, tu \u00e9s o Filho de Deus, tu \u00e9s rei de Israel<\/em>\u201d. Mas, ser\u00e1 realmente que funcionava desse jeito, ou seja, todos aqueles que estavam iniciando sua caminhada junto ao Mestre, um jovem rabino, filho de um carpinteiro conhecido da pequena cidade de Nazar\u00e9, que estava come\u00e7ando a se tornar popular, j\u00e1, de cara, o consideravam Deus? Aquele mesmo Deus que libertou Israel e fez grandes prod\u00edgios na antiguidade, Egito, Babil\u00f4nia, Ass\u00edria, Cana\u00e3 e etc.? Ou devemos reler as palavras de Natanael, este mesmo Natanael que teve Jesus anunciado por Felipe nos seguintes termos: \u201c<em>Havemos achado aquele de quem Mois\u00e9s escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazar\u00e9, filho de Jos\u00e9.<\/em>\u201d (Jo. 1.45). Ora, onde Mois\u00e9s falou de Deus feito carne? N\u00e3o ter\u00e1 falado Mois\u00e9s de um Profeta semelhante a ele? N\u00e3o ter\u00e3o falado os profetas de um Messias? E o pr\u00f3prio Felipe por acaso n\u00e3o o identificou como filho de Jos\u00e9? Ser\u00e1 que \u00e9 razo\u00e1vel afirmar que Natanael guinou da informa\u00e7\u00e3o dita a ele minutos antes de que estava ali pr\u00f3ximo um dos filhos de Jos\u00e9 e Maria e passou a achar que era o pr\u00f3prio Deus em carne e ossos ali diante dele? Relembremos as tr\u00eas coisas ditas por Natanael: \u201cRabi\u201d, \u201cFilho de Deus\u201d e \u201crei de Israel\u201d. Apenas isso!<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Batista, em Jo. 1.34, disse : \u201c<em>Eu mesmo vi e j\u00e1 vos dei testemunho de que este \u00e9 o Filho de Deus<\/em>\u201d. O profeta \u00e0s margens do Jord\u00e3o disse em alto e bom tom \u201c<em>este \u00e9 o Filho de Deus<\/em>\u201d. Meditemos, se isso fosse atribui\u00e7\u00e3o de deidade, significaria dizer que o Batista estava chamando Jesus, aquele homem que todos podiam ver, de \u201co Deus Eterno de Israel\u201d, Aquele Deus, habitante dos c\u00e9us, a quem conheciam como imortal e invis\u00edvel. Ser\u00e1 que essa era a inten\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o, e ser\u00e1 que era essa a compreens\u00e3o dos primeiros disc\u00edpulos? Ser\u00e1 que os judeus entenderiam essa express\u00e3o exatamente assim? Ser\u00e1 que achariam natural que Deus estivesse ali em carne e ossos na frente de todos eles? Ou percebiam essa express\u00e3o como aquela que j\u00e1 havia sido dita por Deus em outras ocasi\u00f5es, entre Deus e aquele a quem ele chama de filho, sem qualquer atribui\u00e7\u00e3o de deidade, como por exemplo, Israel, Ex. 4.22 \u201c<em>Ent\u00e3o dir\u00e1s a Fara\u00f3: Assim diz o Senhor: Israel \u00e9 meu filho, meu primog\u00eanito<\/em>\u201d ou at\u00e9 mesmo e muito mais evidentemente com uma conota\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica conforme se afirma na passagem prof\u00e9tica encontrada em II Sm. 7.14 \u201c<em>Eu lhe serei por pai, e ele me ser\u00e1 por filho&#8230;<\/em>\u201d quando fala acerca de Salom\u00e3o. Se dev\u00eassemos entender a afirma\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o e Natanael da forma como querem os trinit\u00e1rios era de se esperar em cumprimento da Lei mosaica, um levante geral do povo para que todos fossem mortos ali mesmo. Certamente essa \u00e9 uma ideia descontextualizada da realidade b\u00edblica! \u00c9 a vis\u00e3o dos dias atuais apontando para o passado e n\u00e3o do passado para os dias atuais, onde se deve seguir uma sequ\u00eancia e considerar a hist\u00f3ria de Israel. At\u00e9 porque eles esperavam o Messias, o que viria para remir Israel da m\u00e3o de seus inimigos, da descend\u00eancia de Davi para se assentar em seu trono. N\u00e3o podemos supor que eles esperassem uma \u201cencarna\u00e7\u00e3o de Deus\u201d que iria sair do trono da majestade celeste para reinar em Israel, mas o Filho de Davi. Essa ideia de \u201cDeus encarnado\u201d n\u00e3o era e nem \u00e9 a promessa contida nas Escrituras.<\/p>\n<p>Sem a mal\u00edcia dos judeus, Marta reconhece a Jesus como Filho de Deus, mas para ela isso n\u00e3o significou que Ele fosse o pr\u00f3prio Deus ou o \u201cDeus Filho\u201d, pelo contr\u00e1rio ela j\u00e1 em Jo. 11.22 havia dito \u201c<em>Mas tamb\u00e9m agora sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to conceder\u00e1.<\/em>\u201d ou seja, ela n\u00e3o o via como sendo o pr\u00f3prio Deus, mas algu\u00e9m a quem Deus n\u00e3o negaria um pedido; o Filho de Deus. Ela testemunhou em Jo. 11.27  \u201c<em>Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que <\/em><em><strong>tu \u00e9s o Cristo, o Filho de Deus,<\/strong><\/em><em> que havia de vir ao mundo. 28  E, dito isto, partiu, e chamou em segredo a Maria, sua irm\u00e3, dizendo: <\/em><em><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>O Mestre est\u00e1 c\u00e1<\/strong><\/span><\/em><em>, e chama-te.<\/em>\u201d Perceba que ela disse: \u201c<em>O Mestre est\u00e1 c\u00e1<\/em>\u201d, ora se Filho de Deus fosse sin\u00f4nimo de Deus Filho, era de se esperar depois dessa \u201cbrilhante\u201d e \u201cassombrosa\u201d revela\u00e7\u00e3o, que ela dissesse para sua irm\u00e3 \u201cDeus est\u00e1 c\u00e1, e chama-te\u201d, n\u00e3o o fez porque n\u00e3o procurava incriminar Jesus para o crucificar como pretendiam os judeus. Todos o que estavam ali viram Nosso Senhor Jesus Cristo orar a Deus, seu Pai. Se a express\u00e3o \u201cFilho de Deus\u201d fosse sin\u00f4nimo de \u201cDeus Filho\u201d ter\u00edamos ali uma situa\u00e7\u00e3o esdr\u00faxula, pois todos os judeus ali presente estariam estranhamente considerado normal e poss\u00edvel Deus na terra em carne e ossos rogando a Deus no c\u00e9u \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de um milagre.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o Sumo Sacerdote depois de os judeus conseguirem prender Jesus, pergunta ao Senhor: \u201c<em>Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas <\/em><em><strong>se tu \u00e9s o Cristo, o Filho de Deus<\/strong><\/em>\u201d. Vemos aqui que a express\u00e3o \u201cFilho de Deus\u201d, no sentido messi\u00e2nico, associa-se com a palavra \u201cCristo\u201d. O Sacerdote insistia com Jesus para que ele dissesse pelo Deus vivo se era o Cristo, Filho de Deus. Para o Sumo Sacerdote a express\u00e3o \u201cFilho de Deus\u201d n\u00e3o o identificava como o \u201cDeus vivo\u201d, mas como o \u201cCristo\u201d.  Ora, a pergunta do sacerdote n\u00e3o tem sentido equivaler a: \u201cConjuro-te pelo Deus vivo que me digas se \u00e9s Deus\u201d(?). A esperan\u00e7a da vinda do Filho de Deus sem que Filho significasse o pr\u00f3prio Deus estava na mente dos judeus da \u00e9poca, como se confirma nas palavras de Marta, em Jo. 11.27; nas palavras de Jo\u00e3o, o evangelista, em Jo. 20.31; e at\u00e9 de esp\u00edritos como os dem\u00f4nios em Lc. 4.41, al\u00e9m de outras ocorr\u00eancias. Os fariseus O rejeitavam porque n\u00e3o viam nEle, Jesus, o cumprimento das profecias; n\u00e3o viam nele o Messias prometido, ent\u00e3o, para eles, se Jesus se auto afirmava \u201co Cristo\u201d, era se fazer Deus, n\u00e3o no sentido da co-igualdade, pois o Ungido de Deus, n\u00e3o \u00e9 o pr\u00f3prio Deus, arrogando para si a autoridade para se sentar no trono de Yahweh se auto-proclamando Cristo, algo que somente Deus o poderia designar. Esse entendimento dos judeus \u00e9 retratado em Jo. 19.7 falando acerca do fato de Jesus afirmar ser Filho de Deus diziam: \u201c<em>&#8230; deve morrer, porque se fez Filho de Deus.\u201d<\/em> Se os fariseus cressem nas Escrituras de forma correta creriam em Jesus e n\u00e3o o acusariam, pois perceberiam que Deus o havia enviado, mas porque n\u00e3o o criam, entendiam que Jesus estava querendo se colocar no lugar de Deus para se proclamar Cristo, da\u00ed o acusarem de blasf\u00eamia.<\/p>\n<p>O Centuri\u00e3o juntamente com os que estavam com ele tamb\u00e9m reconheceram em Jesus sua filia\u00e7\u00e3o com Deus e podemos ler isso em Mt. 27.54 \u201c<em>E o centuri\u00e3o e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto, e as coisas que haviam sucedido, tiveram grande temor, e disseram: <\/em><em><span style=\"text-decoration: underline;\">Verdadeiramente este era Filho de Deus<\/span><\/em>\u201d. Pela equa\u00e7\u00e3o trinitariana, temos que \u201cFilho de Deus\u201d = \u201cDeus\u201d, isso equivale a dizer que aquelas pessoas que estavam de sentinela guardando ao Senhor no momento da crucifica\u00e7\u00e3o teriam dito, ante a morte de Jesus, \u201cverdadeiramente este homem era o pr\u00f3prio Deus\u201d, agora perceba a paradoxalidade que a atribui\u00e7\u00e3o de Deidade a Jesus em virtude da express\u00e3o \u201cFilho de Deus\u201d causa. Se teria dito \u201ceste era Deus\u201d, ou seja, \u201cera\u201d e j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 pois morreu, e isto seria admitir que Deus morre, visto ter sido isso que aquelas pessoas testemunharam; uma morte. Mas a B\u00edblia diz que Deus \u00e9 imortal (I Tm. 6.16). Logo se verifica que a equa\u00e7\u00e3o trinitariana \u00e9 contr\u00e1ria ao ensino b\u00edblico e que Filho de Deus n\u00e3o significa Deus, nem mesmo Deus Filho.<\/p>\n<p>Somente \u201cDeus\u201d ocorre mais de 650 vezes no NT. A express\u00e3o \u201c<em><strong>Deus Pai\u201d<\/strong><\/em> aparece 11 vezes, \u201c<em><strong>Deus, o Pai<\/strong><\/em>\u201d ocorre 4 vezes, \u201c<em><strong>Deus e Pai<\/strong><\/em>\u201d ocorre 14 vezes, \u201c<em><strong>Deus nosso Pai<\/strong><\/em>\u201d ocorre 12 vezes, e, sem d\u00favida, decorre do ensino de Jesus Cristo, ao dizer: \u201c<em>Portanto vos orareis assim: Pai nosso..<\/em>.\u201d, nessa ora\u00e7\u00e3o Deus \u00e9 apresentado como Pai de todos. E \u00e9 assim que Jesus nos apresenta Deus, como Pai. Paulo confirma isto em I Ts. 3.11 \u201c<em>Ora, o pr\u00f3prio Deus e Pai nosso e o nosso Senhor Jesus\u201d<\/em>. Quando o escritor sagrado pretendia mostrar o grau de identifica\u00e7\u00e3o que ele tinha com Deus usava \u201cDeus Pai\u201d. \u201cDeus Pai\u201d e termos assemelhados denotam, portanto, rela\u00e7\u00e3o de intimidade entre Deus e seus servos, agora, filhos atrav\u00e9s de Jesus Cristo. Ficam ausentes ou melhor inexistentes, dentro de toda a B\u00edblia, express\u00f5es como \u201cDeus Filho\u201d, \u201cDeus e Filho\u201d, \u201cDeus, o Filho\u201d, \u201cDeus nosso, o Filho\u201d, assim como \u201cDeus Esp\u00edrito Santo\u201d, \u201cDeus e Esp\u00edrito Santo\u201d, \u201cDeus, o Esp\u00edrito Santo\u201d e \u201cDeus nosso, o Esp\u00edrito Santo\u201d, isto por si s\u00f3 j\u00e1 deveria nos dizer alguma coisa, de modo que, focando os usos de \u201cDeus Pai\u201d na B\u00edblia, n\u00e3o parece ser natural deduzir \u201cDeus Filho\u201d ou \u201cDeus Esp\u00edrito Santo\u201d a partir daquela express\u00e3o, pois n\u00e3o \u00e9 esse tipo de Deus que a B\u00edblia pretende mostrar, mas quem Deus \u00e9 para n\u00f3s. J. N. D. Kelly falando acerca dos primeiros apologistas crist\u00e3os nos informa que \u201c<em>para todos eles, a descri\u00e7\u00e3o <\/em><em><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>\u201cDeus Pai\u201d<\/strong><\/span><\/em><em><span style=\"text-decoration: underline;\"> n\u00e3o indicava a primeira Pessoa da Santa Trindade, <\/span><\/em><em><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>mas a Divindade \u00fanica<\/strong><\/span><\/em><em>, considerada autora de tudo<\/em><em><strong><a href=\"#sdfootnote1sym\"><sup>1<\/sup><\/a><\/strong><\/em><em> o que existe\u201d<a href=\"#sdfootnote2sym\"><sup>2<\/sup><\/a> <\/em>e isso se confirma quando lemos Ml. 2.10 \u201c<em>N\u00e3o temos n\u00f3s todos um mesmo Pai? N\u00e3o nos criou um mesmo Deus?&#8230;<\/em>\u201d.<em> <\/em>Ora, se o Filho \u00e9 Deus e Filho de Deus, se o Esp\u00edrito Santo \u00e9 Deus e Esp\u00edrito de Deus, ent\u00e3o, por via de consequ\u00eancia o Pai \u00e9 Deus e Pai de Deus (?!) Isso, claro, \u00e9 mais um disparate n\u00e3o ensinado na B\u00edblia, mas seria mais uma \u201cdedu\u00e7\u00e3o\u201d l\u00f3gica, embora inexistente dentro da B\u00edblia, se considerada verdadeira a doutrina trinitariana. Tudo isso mostra que n\u00e3o h\u00e1 margem para se alegar a exist\u00eancia de um Deus Filho, mas apenas do Filho de Deus.<\/p>\n<p><a href=\"#sdfootnote1anc\">1<\/a>Jefferson \tRamalho em \u201cJesus \u00e9 Deus?\u201d, publicado pela Editora Reflex\u00e3o \u2013 \t2008, \u00e0 p\u00e1gina 35 comenta a posi\u00e7\u00e3o do bispo Alexandre que, na \tcontra-m\u00e3o dessa informa\u00e7\u00e3o, \u00e0 \u00e9poca da controv\u00e9rsia sobre a \tconsubstancialidade do Filho com o Pai (III s\u00e9c.), acusava \u00c1rio de \tatribuir a Deus mutabilidade \u201c<em>pois se Deus s\u00f3 se tornara Pai a \tpartir da exist\u00eancia e cria\u00e7\u00e3o<\/em> [melhor entender gera\u00e7\u00e3o]<em> do Filho, Deus n\u00e3o seria \timut\u00e1vel, pois passara por um processo de mutabilidade a partir do \tinstante em que se tornara Pai.<\/em>\u201d Ora, para os apologistas \tcrist\u00e3os primitivos \u201cPai\u201d \u00e9 a designa\u00e7\u00e3o do Criador e isto \tse v\u00ea confirmado em Introdu\u00e7\u00e3o a Teologia Patr\u00edstica de Luigi \tPadovese, da Edi\u00e7\u00f5es Loyola,  ao registrar, \u00e0 p\u00e1gina 61, que em \tbusca de uma solu\u00e7\u00e3o trinit\u00e1ria, a partir do III s\u00e9c. \u201c<em>o \tt\u00edtulo de &#8216;Pai&#8217;  deixa de qualificar a natureza ou o ser divino \t(Pai = Deus) ou de ter car\u00e1ter metaf\u00f3rico (Pai de Israel) e logo \tse torna t\u00edtulo de pessoa, com o significado de &#8216;Pai do Senhor \tnosso Jesus Cristo<\/em>&#8216;\u201d estritamente. Assim, considerar o \ttornar-se Pai um processo de mutabilidade de Deus \u00e9 considerar o \ttornar-se Criador tamb\u00e9m um processo de mutabilidade. Se antes n\u00e3o \texistia absolutamente nada apenas Deus, ent\u00e3o, ELE teria se tornado \tcriador a partir da cria\u00e7\u00e3o, de modo an\u00e1logo seria sua condi\u00e7\u00e3o \tde Pai, da\u00ed se conclui que nenhuma, nem outra coisa indica \tmutabilidade em Deus, mas iner\u00eancia  de seu ser. Deus \u00e9 criador \tantes que existisse qualquer coisa , mas as coisas s\u00f3 passaram a \texistir a partir da dado momento, assim tamb\u00e9m ele \u00e9 Pai.<\/p>\n<p><a href=\"#sdfootnote2anc\">2<\/a> Kelly, J. N. D <em>in<\/em> Doutrinas \tCentrais da F\u00e9 Crist\u00e3, p\u00e1g. 74<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o mais de 40 ocorr\u00eancias da express\u00e3o \u201cFilho de Deus\u201d no texto do Novo Testamento, mas \u201cDeus Filho\u201d ou mesmo \u201cDeus, o Filho\u201d n\u00e3o h\u00e1 uma sequer. 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